quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mais algumas imagens do Projeto Milo

 O desenvolvimento:
 

Pete Molyneux, da Lionhead Studios:

 O garoto Milo:

 Milo:

Mulher interagindo com Milo:

Mulher interagindo com o cenário do Projeto Milo:

Prós e Contras


Essa nova forma comunicacional, nos mostra duas vertentes: a facilidade e o comodismo para interação homem-máquina, e a recusa daqueles que se denominam “tradicionais e conservadores”.
Sem dúvida, o Projeto Milo nos coloca nessas duas posições diferentes, nos facilita para as questões cotidianas e ao mesmo tempo nos expõe a todo instante as reações e também soluções vinda de um Agente Inteligente.
Essas questões nos convidam a pensar sobre essa nova relação, pois estamos diante de uma interação totalmente nova onde a máquina pode nos causar certa dependência de atitudes e ações, quando passamos a utilizá-la cada vez mais em nosso dia-a-dia substituindo as ações antes tradicionais.
O homem está deixando de se relacionar em sociedade como antigamente, e está se relacionando cada vez mais com os computadores. E muitos deles, quando se relacionam com qualquer outra pessoa, é através do computador conectado à Internet.
Será este o futuro das relações humanas? Será que para poder conversar com alguém um computador e uma linha telefônica necessariamente devem estar no meio?
Outra preocupação é a de que, por incrível que pareça, ainda existem muitas pessoas que não sabem nem o que é um computador e passam a ser excluídas, isoladas da sociedade moderna.
Enfim, será que um dia a essência humana será convertida para o mundo da ficção? Será que um dia teremos robôs com capacidade quase humana? Este é mais um passo dado, resta ver o que a tecnologia pode nos trazer que nos surpreenda ainda mais.

Projeto Milo, um Agente Inteligente revolucionário

Antes de falarmos do Projeto Milo, vamos falar um pouco sobre o Projeto Natal.

O Projeto Natal, rebatizado como Kinect, foi desenvolvido pela Microsoft e chegou para revolucionar a forma de se jogar videogame. É o primeiro no mundo a juntar, em um único equipamento, uma câmera RGB, um sensor de profundidade, microfone e um processador personalizado. Tudo isso para capturar os movimentos do corpo inteiro do jogador em 3D. Quando o movimento, som ou expressão é captado, o programa responde à ação do jogador.

Confira o vídeo de demonstração do Kinect:


O Projeto Milo foi desenvolvido com base nesse projeto. Ele nada mais é do que um knowbot (agente inteligente) extremamente avançado, acrescido de recursos como reconhecimento e emissão de sons, que responde a todas as ações do jogador. Milo tem a forma de um garoto e consegue reconhecer vozes, sentimentos, rostos, etc. Se não bastasse, o  software do Projeto Milo possui uma inteligência artificial que, segundo os seus idealizadores, é possível um ser humano se relacionar com ele sem problemas. Além disso, Milo consegue também expressar sentimentos humanos como angústia, dúvida, felicidade, entre outros.

Confira o vídeo com Pete Molyneux, da Lionhead Studios, apresentando o Milo, e surpreenda-se:



Notem que a mulher conversa com o Milo, como se fosse real!
Também há o reflexo da mulher na superfície da água e a interação com os objetos.
A relação entre o knowbot e a pessoa é de impressionar.

O Projeto Milo foi desenvolvido pela aclamada LionHead Studios para o console Xbox 360, da Microsoft. Ainda não há informações sobre a data de lançamento.

A Popularização das Novas Tecnologias


É inegável que nos últimos anos a tecnologia avançou muito. Há algum tempo atrás era inimaginável falar com uma pessoa que estivesse do outro lado do oceano pelo computador, imagina então ver essa mesma pessoa pela tela em tempo real.
Hoje em dia, é muito raro ver alguém fazer pesquisa em livros, é mais prático, rápido e menos cansativo procurar no Google. Algo dito lá se torna extremamente confiável.
Se você fizer uma pesquisa no Google, sobre qualquer assunto, na sua próxima pesquisa é provável que ele ache alguma relação com o assunto da pesquisa anterior, ele filtra o que pesquisamos, e os responsáveis por isso são os Agentes Inteligentes.
O uso do site de busca Google como página inicial da internet já se tornou algo do cotidiano de muitos.
Outra coisa que mudou bastante é que se pode acessar a internet por um telefone celular.
A familiarização com as novas tecnologias já ocorre quando a pessoa ainda é bastante nova, não é nenhum absurdo um adulto, já com certa experiência de vida, pedir ajuda a uma criança para resolver um problema no celular ou no computador.
Algumas pessoas se perguntam: “Onde a tecnologia nos levará?”.
Novas hipóteses estão surgindo, algumas podem ser verdadeiras e outras falsas, mas a certeza é que ainda vem coisa muito surpreendente pela frente.

Relação Homem-Máquina



As máquinas fazem parte da vida do ser humano há muito tempo. O homem sempre sonhou com algo que realizasse o maior número de tarefas, com a maior facilidade e eficiência. Contudo, só a partir do século XVIII, quando James Watt criou a máquina a vapor, que os frutos começaram a aparecer. Logo veio a Revolução Industrial que introduziu em massa esse conceito de máquina. A partir daí, foi só evolução tecnológica.

A espécie humana depende tanto dos computadores, que muitas empresas, hospitais, indústrias e mesmo pessoas comuns não conseguiriam viver sem o auxílio desta máquina. Inúmeras pesquisas vêm acompanhando a relação que ocorre entre o ser humano e as máquinas.

Para que a relação homem-máquina ocorra, é indispensável o uso das interfaces e da interatividade. Sem estes dois fundamentos, é impossível haver qualquer tipo de relação homem-máquina dentro da Internet ou mesmo fora dela. Quanto à realidade virtual, ela tornou a relação do homem com as máquinas mais fácil, agradável, divertida, funcional e eficiente.
 
A necessidade de comunicação imediata, velocidade e tecnologia (que foi causada pela Internet) faz das máquinas o melhor amigo do homem.
 
Será que algum dia, o homem será capaz de construir uma máquina com capacidade de pensar, sentir e realizar escolhas não baseadas em pensamentos lógicos, e já pré-definidos em seu sistema?

O poder dos Agentes Inteligentes (Knowbots)

Os Agentes Inteligentes estão, cada vez mais, fazendo parte do patrimônio corporativo, deixando de ser simples repositórios de informações. Essa tecnologia exerce a função de ajudar no processo de extração de conhecimento em grandes volumes de dados, seja para tarefas repetitivas de transformação de dados, como para sua mineração.

Tais tarefas podem ser executadas com grande velocidade aproveitando, com mais eficiência, os conhecimentos, encontrando e interpretando padrões nos dados, descobrindo tendências, associações ou perfis neles contidos.

Mas, por incrível que pareça, não é só isso que essa grande tecnologia tem a nos mostrar!

Os Agentes Inteligentes possuem, ainda, habilidades para fazer escolhas, planejar, comunicar-se com outros agentes, perceber, adaptar-se a mudanças, além de aprender através de experiências! Digamos que seja praticamente uma máquina com uma mente humana!

Nós navegamos pela internet e nunca imaginaríamos tamanha complexidade com que nos envolvemos num simples site de pesquisa como o Google que, na verdade, não é nada simples! O Google se utiliza dos Agentes Inteligentes, facilitando cada vez mais nossas pesquisas.

Com o tempo, nós vamos fazendo inúmeras pesquisas e, sem nem mesmo percebermos, o Google vai filtrando sobre o que costumamos pesquisar, criando um banco de dados, identificando o que gostamos, como: tipos de música, esportes, etc.

Se, por exemplo, uma pessoa com seu computador em casa, que só ela use, costuma pesquisar muito sobre a banda de rock Led Zeppelin, depois de certo tempo, se fizer uma nova pesquisa como, por exemplo, “rock”, perceberíamos que algum dos primeiros links de pesquisa estariam relacionados ao Led Zeppelin! Simplesmente, os Agentes Inteligentes têm a capacidade de transformar dados em conhecimento!

Um pouco sobre Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial (I.A.) é uma área de pesquisa da Ciência da Computação ou da Engenharia da Computação, dedicada a buscar métodos ou dispositivos científicos que possuem ou simulem a capacidade de raciocínio em resolver problemas de forma ampla e inteligente.

O desenvolvimento da área da inteligência da computação começou em 1940, logo a após a Segunda Guerra Mundial, quando o computador, mesmo com seu recurso limitado para época, era peça fundamental para o avanço de novos estudos no desenvolvimento de novas funções e serviços, causando surpresa o fato de um computador realizar atividades remotamente inteligentes.

Historicamente, existem dois tipos de investigação em Inteligência Artificial: “NEATS” e “SCRUFFIES”. A “NEATS”, limpa, clássica ou simbólica, envolve a manipulação de símbolos e de conceitos abstratos, e é a metodologia mais usada na maioria dos sistemas operacionais. Paralelamente, existe a abordagem “SCRUFFIES”, da qual as redes Neuronais são o melhor exemplo. Esta abordagem cria sistemas que tentam gerar inteligência pela aprendizagem e adaptação em vez da criação de sistemas desenhados com o objetivo específico de resolver problemas.


Com o passar do tempo, surgem várias linhas de estudo da I.A., uma delas é a biológica, que estuda o desenvolvimento de conceitos que pretendiam imitar as redes neurais humanas. Na verdade, é nos anos 60 que esta ciência recebe o nome de Inteligência Artificial. Os pesquisadores da linha biológica acreditavam ser possível que máquinas pudessem realizar tarefas complexas, como raciocinar e interagir como humanos. Depois de um período negro, os estudos sobre redes neurais voltam à tona nos anos 80, mas foi nos anos 90 que ela teve um grande impulso, consolidando-a verdadeiramente como a base dos estudos da Inteligência Artificial.

Hoje em dia, são várias as aplicações na vida real da Inteligência Artificial: jogos, programas de computador, aplicativos de segurança para sistemas informacionais, robótica (robôs auxiliares), dispositivos para reconhecimentos de escrita a mão e reconhecimento de voz, programas de diagnósticos médicos e muito mais.

Saiba mais aqui.